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MP acusa Anderson Farias e ex-diretora da Saúde por suposto “nepotismo afetivo” em São José dos Campos

Ação por improbidade administrativa questiona nomeações de servidora para cargos comissionados durante período em que ela teria mantido relacionamento amoroso com o prefeito.

08/06/2026 às 09h31
Por: Redação
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MP acusa Anderson Farias e ex-diretora da Saúde por suposto “nepotismo afetivo” em São José dos Campos

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ajuizou uma ação por improbidade administrativa contra o prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), e a enfermeira Milena Guimarães Coelho, apontando possível prática de favorecimento na ocupação de cargos comissionados na administração municipal.

Segundo a ação, protocolada em 1º de junho, o Ministério Público sustenta que Milena foi nomeada para diferentes funções de confiança enquanto mantinha um relacionamento amoroso com o chefe do Executivo. A promotora Ana Cristina Ioriatti Chami classifica a situação como possível caso de “nepotismo afetivo”, por suposta violação aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa.

De acordo com o processo, Milena, servidora concursada da área da Saúde, ocupou ao menos sete cargos comissionados entre 2017 e 2025. Entre as funções exercidas estão os cargos de chefe de unidade, assessora especial, ouvidora da Saúde, chefe de apoio administrativo, chefe de Saúde do Trabalhador e diretora de Vigilância em Saúde.

A primeira nomeação ocorreu em setembro de 2017, durante a gestão do então prefeito Felicio Ramuth, período em que Anderson Farias exercia o cargo de secretário de Governança.

Na ação, o Ministério Público afirma que há indícios de que o relacionamento entre Anderson e Milena existia ao menos desde 2023, embora a data exata do início da relação não tenha sido estabelecida. A promotoria pede à Justiça aplicação de multa, suspensão dos direitos políticos, proibição de contratar com o poder público, além de medidas de produção de provas, como quebra de sigilo e análise de geolocalização.

O órgão ministerial também argumenta que, mesmo sem vínculo formal de casamento, a condição de companheira, parceira amorosa ou concubina pode configurar impedimento para nomeações em cargos de confiança na administração pública.

Milena deixou o último cargo comissionado em 2025, quando pediu exoneração da função de diretora de Vigilância em Saúde. Na ocasião, ela afirmou que sua nomeação atendeu a critérios técnicos e legais, sendo resultado de sua trajetória profissional no serviço público.

Em nota apresentada nos autos, a administração municipal defende a legalidade das nomeações realizadas ao longo do período e sustenta que os cargos foram ocupados de acordo com os requisitos previstos na legislação.

O caso segue em tramitação na Justiça e ainda não há decisão sobre o mérito da ação. A investigação busca apurar se houve ou não favorecimento pessoal na ocupação dos cargos públicos.

 
 
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