
Durante sessão da Câmara Municipal realizada no dia 14 de abril, o vereador Roberto Chagas (PL) criticou a rejeição de um projeto de lei de sua autoria que obrigaria a Sabesp a informar a população, com 48 horas de antecedência, sobre grandes manutenções no sistema de abastecimento de água em São José dos Campos.
A proposta tinha como objetivo permitir que moradores se preparassem para eventuais interrupções, armazenando água e reduzindo impactos no cotidiano — especialmente em regiões que já enfrentam problemas frequentes de abastecimento. O modelo de comunicação sugerido era semelhante aos alertas emitidos pela Defesa Civil, utilizados para avisar a população sobre situações de risco com antecedência.
“Fizemos um projeto para obrigar a Sabesp a avisar a população 48 horas antes de uma manutenção grande. Mas, infelizmente, não passou em algumas comissões”, afirmou o vereador, em tom de indignação.
O projeto não avançou após receber parecer contrário em comissões consideradas estratégicas da Casa, como Direitos Humanos, Economia e Saúde. Com isso, a proposta foi barrada antes mesmo de chegar à votação em plenário.
Chagas citou nominalmente os parlamentares que votaram contra a matéria nesses colegiados: Milton Vieira (Republicanos), Zé Luis (PSD), Marcão da Academia (PSD), Gilson Campos (PRD), Rogério da Acasem (PP) e Sidney (PSDB).
Sem entrar em detalhes técnicos sobre os pareceres, o vereador criticou a decisão e a postura dos colegas, especialmente os que integram a base de apoio do governo municipal.
“Fica difícil que esses vereadores venham ao microfone defender a população em relação à Sabesp, se quando entra um projeto importante para a cidade eles dão parecer contrário”, declarou.
A rejeição do projeto evidencia o peso da base do prefeito Anderson Farias (PSD) nas decisões da Câmara. Com maioria, o grupo governista tem influência direta sobre o andamento de propostas, principalmente nas comissões, onde muitos projetos acabam sendo definidos antes de chegar ao plenário.
Na prática, a decisão impede que a proposta seja debatida por todos os vereadores, o que gerou questionamentos sobre a falta de discussão mais ampla de um tema considerado de interesse público.
Após a sessão, Roberto Chagas afirmou nas redes sociais que deixou o plenário “com o coração pesado”, mas com a “consciência tranquila”, reforçando que seguirá apresentando propostas voltadas à população.
A repercussão gerou manifestações de apoio ao vereador e críticas à atuação dos parlamentares que votaram contra o projeto, com questionamentos sobre os motivos da rejeição.
Apesar da decisão nas comissões, o projeto ainda pode retornar à pauta por meio de recurso ou articulação política dentro da Câmara.
O tema do abastecimento de água e da comunicação prévia sobre manutenções segue como uma demanda recorrente em diferentes bairros da cidade, especialmente entre moradores que enfrentam interrupções frequentes no fornecimento.
O Gazeta Vale mantém espaço aberto para manifestação dos vereadores citados.
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