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Greve dos servidores de Taubaté entra na terceira semana e mantém impactos na saúde e educação

Paralisação completa 14 dias nesta segunda-feira (15); audiência de conciliação entre prefeitura e sindicato pode definir os rumos do movimento.

15/06/2026 às 10h05
Por: Redação
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Foto: Laurene Santos/TV Vanguarda
Foto: Laurene Santos/TV Vanguarda

A greve dos servidores municipais de Taubaté entrou na terceira semana nesta segunda-feira (15) e continua provocando reflexos em serviços essenciais da cidade, principalmente nas áreas da educação e da saúde.

Em escolas da rede municipal, o cenário permanece semelhante ao das últimas semanas. Em diversas unidades, os alunos estão sendo recebidos por auxiliares, mas sem a realização de atividades pedagógicas regulares devido à ausência de professores.

A situação tem gerado preocupação entre pais e responsáveis. Muitos relatam dificuldades para conciliar a rotina de trabalho com a falta de aulas presenciais para os filhos.

Além dos impactos na educação, a paralisação também afeta o funcionamento de serviços públicos em diferentes setores do município.

Na manhã desta segunda-feira, servidores realizaram uma nova mobilização em frente ao Palácio do Bom Conselho, sede da Prefeitura de Taubaté. A expectativa da categoria está voltada para a audiência de conciliação marcada pela Justiça, que deve reunir representantes do sindicato e da administração municipal na tentativa de encerrar o impasse.

A greve teve início no dia 2 de junho e já completa 14 dias. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, a principal reivindicação é a reposição da inflação acumulada desde o último reajuste salarial, concedido em 2024. A categoria pede uma recomposição de 9,43% nos vencimentos.

Na última semana, os servidores rejeitaram uma proposta da prefeitura que previa reajuste de 2,5%, com aplicação apenas a partir de 2027.

A administração municipal argumenta que enfrenta limitações orçamentárias e busca construir uma proposta compatível com a realidade financeira do município.

Durante a paralisação, a Justiça determinou a manutenção de pelo menos 70% do efetivo em atividade para garantir a continuidade dos serviços essenciais. O cumprimento da decisão tem sido motivo de divergência entre prefeitura e sindicato.

A audiência desta segunda-feira é vista como uma nova tentativa de acordo entre as partes para colocar fim ao movimento grevista e normalizar os serviços públicos na cidade.

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