Quinta, 11 de Junho de 2026
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MP entra com ação contra empresa por morte de cavalos; Vale teve 30 casos suspeitos

Ação pede R$ 10 milhões em indenização, recall de rações e bloqueio de bens; região registrou ao menos 30 mortes de animais

27/05/2026 às 15h43
Por: Redação
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MP entra com ação contra empresa por morte de cavalos; Vale teve 30 casos suspeitos

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou com uma ação civil pública contra a empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda após uma série de mortes suspeitas de cavalos em cidades do Vale do Paraíba e em outros estados do país.

Na ação, o MP pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, além do bloqueio de bens da empresa e medidas para impedir a retomada das atividades da fabricante de ração animal.

Segundo as investigações, pelo menos 30 cavalos morreram de forma repentina no Vale do Paraíba. Os casos foram registrados em cidades como Santo Antônio do Pinhal, Caçapava, Jacareí, Pindamonhangaba, Taubaté e Tremembé.

As cidades com maior número de ocorrências foram Santo Antônio do Pinhal, com 10 mortes, e Caçapava, com nove casos suspeitos.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os casos começaram a ser investigados em junho de 2025. Os tutores dos animais relataram que os cavalos haviam consumido produtos do mesmo fabricante antes de adoecerem.

As apurações apontam que a empresa teria utilizado resíduos de soja contaminados por alcaloides pirrolizidínicos, substâncias tóxicas para os animais. Conforme os laudos analisados pelo Ministério Público, os níveis encontrados chegaram a ser até 2.600 vezes superiores ao limite considerado seguro para cavalos.

Além do Vale do Paraíba, o problema também atingiu propriedades em outros estados. Em Indaiatuba, 29 cavalos morreram e cerca de 120 adoeceram. Já em Atalaia, em Alagoas, foram registradas 79 mortes de animais.

A Promotoria também solicitou o recall das rações supostamente contaminadas e alertou para o risco de contaminação da cadeia alimentar humana. Segundo o MP, a empresa fabricava rações para bovinos na mesma linha de produção, sem mecanismos eficazes para evitar contaminação cruzada.

O Ministério da Agricultura segue analisando amostras para identificar a origem da contaminação e medir os impactos causados pelos produtos investigados.

 
 
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