
O curso de aperfeiçoamento “Esporte Paralímpico: Iniciação, Alto Rendimento e Gestão”, uma iniciativa da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) começou nesta segunda-feira (6) reunindo profissionais, estudantes de pós-graduação e futuros gestores. A formação, que segue até o início de dezembro, tem como foco a qualificação para atuação no esporte paralímpico.
Ofertado pela Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP/USP), o curso é realizado na modalidade a distância e reúne 150 participantes de diversas áreas do conhecimento, com atuação ou interesse no esporte paralímpico em escolas, prefeituras, clubes, organizações da sociedade civil e projetos sociais.
Para o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, o curso representa um avanço importante na estruturação do paradesporto no Brasil, especialmente na formação de gestores. “Essa é uma iniciativa nova e muito necessária. Nós já temos atletas, treinadores e espaços, mas precisamos avançar na qualificação de gestores do paradesporto. Inclusive, eu mesmo me inscrevi no curso, porque acredito na importância dessa formação para fortalecer ainda mais essa área”, afirmou.
A formação foi estruturada para oferecer uma visão ampla e integrada do paradesporto, abrangendo desde a iniciação até o alto rendimento. O conteúdo programático inclui temas como movimento paralímpico, iniciação esportiva e conhecimento das modalidades, além de aspectos sociais e científicos relacionados à pessoa com deficiência, como etiologia e inclusão na sociedade.
Os alunos também terão contato aprofundado com o sistema de classificação esportiva paralímpica, formação de atletas a longo prazo, detecção de talentos e estratégias de recrutamento. Na área de gestão, o curso aborda estrutura organizacional, governança, gestão de pessoas e gestão do treinamento, tanto em modalidades individuais quanto coletivas.
A grade contempla ainda conteúdos técnicos e científicos fundamentais para o desenvolvimento esportivo, como fisiologia, bioquímica, biomecânica, avaliação de atletas, adaptação funcional, nutrição, psicologia, medicina do esporte e fisioterapia aplicada. Também estão previstos módulos sobre inovação, tecnologia e gestão de dados no esporte.
Como parte da formação prática, os participantes realizarão visitas técnicas ao Comitê Paralímpico Brasileiro, além de atividades de estágio supervisionado e elaboração de relatório final.
A parceria entre a SEDPcD, o CPB e a USP amplia o alcance das ações de formação no Estado e contribui para o desenvolvimento de profissionais preparados para atuar de forma qualificada, inclusiva e inovadora no esporte paralímpico brasileiro.
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