A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo informou que a mancha avermelhada registrada no mar do litoral norte de São Paulo não é tóxica, mas recomenda que a população evite o contato com a água.
De acordo com o órgão, o fenômeno foi causado pela presença do microrganismo Mesodinium rubrum, um tipo de ciliado que, apesar de não produzir toxinas, pode alterar a coloração do mar quando está em alta concentração.
A análise foi feita a partir de amostras coletadas no Canal de São Sebastião, após registros da água avermelhada em praias como Curral e Veloso, em Ilhabela.
Apesar de não representar risco significativo à saúde, a Cetesb orienta que banhistas evitem nadar ou praticar esportes aquáticos em áreas com coloração alterada. Pessoas mais sensíveis podem apresentar irritações na pele e coceira após o contato com a água.
O fenômeno gerou preocupação entre moradores e ambientalistas, que inicialmente suspeitavam de um caso de maré vermelha — situação causada pela proliferação de microalgas, que em alguns casos podem liberar toxinas prejudiciais.
Segundo a Cetesb, o monitoramento de florações é realizado de forma contínua por um grupo intersecretarial do governo estadual. Novas coletas estão previstas para os dias 7 e 8 de abril, com análises complementares conduzidas por equipes da Defesa Agropecuária.
O Centro de Biologia Marinha da USP também acompanha a ocorrência. A população pode informar alterações ambientais por meio do telefone 0800 500 1350.